- Gravidez na Adolescência!

Gravidez na adolescência é um assunto polêmico que deveria ser tratado desde cedo. Na minha opinião os adolescêntes estão sendo pouco despercebidos em questão desse assunto, acho que os pais de adolescêntes principalmente meninas tem que estar preparados e com uma mente aberta e ajudar para que essa "desgraça" não aconteça. Nós adolecêntes também temos que estár com uma boa posição sobre gravidez ou sexo. temos que estár preparados com preservativos, remédios etc...

A gravidez na adolescência envolve muito mais do que problemas físicos, pois há também problemas emocionais, sociais, entre outros. Uma jovem de 14 anos, por exemplo, não está preparada para cuidar de um bebê, muito menos de uma família. Com isso, entramos em outra polêmica, o de mães solteiras, por serem muito jovens os rapazes e as moças não assumem um compromisso sério e na maioria dos casos quando surge a gravidez um dos dois abandona a relação sem se importar com as conseqüências. Por isso o número de mães jovens e solteiras vem crescendo consideravelmente.

É muito importante que haja diálogo entre os pais, os professores e os próprios adolescentes, como forma de esclarecimento e informação.

 

Mas o que acontece é que muitos pais acham constrangedor ter um diálogo aberto com seus filhos, essa falta de diálogo gera jovens mal instruídos que iniciam a vida sexual sem o mínimo de conhecimento. Alguns especialistas afirmam que quando o jovem tem um bom diálogo com os pais, quando a escola promove explicações sobre como se prevenir, o tempo certo em que o corpo está pronto para ter relações e gerar um filho, há uma baixa probabilidade de gravidez precoce e um pequeno índice de doenças sexualmente transmissíveis.

O prazer momentâneo que os jovens sentem durante a relação sexual transforma-se em uma situação desconfortável quando descobrem a gravidez. 

Para vocês terem uma ideia do tamanho do problema: a cada 100 bebês que nascem no Brasil, 19 são filhos de mães com idade entre 10 e 19 anos, segundo os dados do Ministério da Saúde divulgados em 2011. Em números absolutos, são cerca de 560 mil bebês de mães adolescentes. Muitos, não?! Só eles lotariam os novos estádios construídos para Copa do Mundo de 2014.

Além disso, prevenir a gravidez na adolescência é um dos principais desafios para enfrentar a pobreza. Muitas pesquisas têm apontado a relação entre a baixa escolaridade dos pais e a taxa de mortalidade infantil. Ou seja, quanto menor a escolaridade dos pais, maior a vulnerabilidade da criança.

Por isso, é com alegria que compartilho uma boa notícia com vocês, colegas educadores: estamos conseguindo vencer essa batalha!

De acordo com o levantamento do Ministério da Saúde, o aumento de ações de prevenção realizadas nas escolas, orientação sobre métodos contraceptivos e distribuição de camisinhas em postos de saúde têm ajudado a reduzir o número de adolescentes grávidas no Brasil.

A gravidez na infância e adolescência ainda é um grande problema no país. Dados da última pesquisa do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o índice de meninas com idade entre 10 a 19 grávidas que ficaram grávidas no país foi de 16,4%. No Piauí, esse índice é um pouco mais preocupante, 17,6% e em 22% das mortes infantis ocorreram na gravidez na adolescência.

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